work in progress
no ano novo ele finalmente decidiu, e aproveitou os ensejos de definicoes de ano novo pra botar isso em pedra, que nao iria mais procura-la – DE VERDADE, dessa vez, ate ter um pedido de desculpas – a nao ser, e sempre tem um “a nao ser….” no fim de semana do dia 22 de abril quando ia fazer um ano que oficialmente ele tinha caido de joelhos e dito com todas as letras que queria que fossem namorados (no minimo) daquele dia em diante.
pra isso, comprou uma passagem e se foi até a franca, de surpresa. usando de artimanhas e, claramente se questionando todo o caminho, ficou esperando ela sair das aulas no bairro arabe – nao muito seguro – na sexta feira a tarde. encostado numa parede durante pelo menos 2 horas quase mimetizado apesar da jaqueta de brim, camisa de flanela vermelha e calca de sarja – o frio nao parecia incomoda-lo.
ela nao o reconheceu, talvez pelo cabelo curto, talvez pela barba, e demorou um segundo ou dois depois de ouvir a voz dele, em frances, perguntar se ela tinha achado seu amante frances. (aqui vou ter que reescrever – dois frances um em cima do outro)
“nao foi bem UM amantE” – respondeu ela, e deixou todos os mil significados pairando no ar entre eles – visto que nao tinha certeza se queria ele se aproximando.
“pois bem, entao enquanto tu me apresenta ele nao vai ter nenhum problema em me arranjar alguma amiga ou conhecida, certo?”
“certo.”
…. (time lapse)
no fim das contas ela realmente nao tinha encontrado UM amantE frances e sim UMA. e, numa noite alem dos sonhos mais selvagens, ele teve a chance de conhecer as duas de uma maneira assaz inesperada, ate mesmo inimaginavel para ele.
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