We’ll always have Prague (s/revisao)

Chegando em Praga, ele de onibus, cansado um dia inteiro de viagem. Tem a vantagem. Corre no albergue toma um banho toma cafe se recompoe. Mas o nervosismo esta la. Borboletas no estomago.

Ela vem de carro. Contando os quilometros. Quer parecer tranquila, mas nos assuntos e nas entrelinhas deixa transparecer a expectativa: “sera que ele vai achar o hotel?” “sera que o onibus nao atrasou?” “sera que ele vai ta la nos esperando ja?”

Obvio, ele esta esperando. Pensa em correr na cafeteria. Espera-los com cafe, nao e’ uma ma’ ideia. Mas e se demoram? E se escolhe o errado. So’ sabe do gosto dela. Prefere nao arriscar. E logo eles chegam. Nao tem certeza ate o carro parar na frente do hotel. Estava esperando do outro lado da rua. Mais afastado. Meio escondido ate. Ela nao tinha percebido. A mae avisa “oooolha o rodri” e como num filme, num livro, ou numa historia inventada, ela se vira e sem querer ja abre um sorriso. Pelo cliche, difentes mas iguais. O abraco forte e apertado e’ inevitavel ate pra ela que sempre faz questao de ser recatada. Com o rosto escondido no pescoco e cabelos dela ele fala baixinho “cacete que saudade de ti e do teu perfume e de te abracar” e a resposta “siim neni”. Depois disso os cumprimentos protocolares entre todos, saudades etc como estao as coisas.

“entao, vou deixar voces subirem com as coisas. Se quiserem uma ajuda com as malas posso carregar uma mas esse nao parece o tipo de hotel que a gente precisa carregar algo HAHA. Enquanto voces se acertam nos quartos acho que vou dar uma corrida ate o starbucks. O que cada um prefere? Logo eu volto, so me avisem o numero dos quartos tambem.”

“aaaah nao precisa. Que isso.”

“faco questao. Sei como e’ bom um cafe depois de longa viagem. Por sinal. Tudo tranquilo na estrada?”

“sim sim.”

“ah. Ja que tu vai la rodri… rafi, se tu quiser ir junto, nao tem problema a gente sobe as coisas… a nao ser que tu queira arrumar tua mala ja ou algo assim?”

“ah nao sei.”

“….” sorriso…  esperaaaando.

“ta. Vamo la”

No que a porta do elevador se fecha, ele envergonhado se vira e oferece o braco pra que comecem a caminhada. Ela ri e aceita. “gracas a deus” ele pensa. Vao andando e chegam na margem do rio. A tensao e’ grande. Uma certa estranheza. Mas ninguem fala nada. Surpreendendo a si mesmo ele estaca no meio do caminho e puxa ela tentando um beijo. Toda a tensao se concentra e dissipa no beijo.

 

TO BE CONTINUED (melhor jeito de terminar um texto desse tipo)

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